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Missão BepiColombo: as tecnologias revolucionárias criadas para resistir às temperaturas extremas de Mercúrio


Mais de 80 empresas de 12 países desenvolveram tecnologia de ponta para que a missão resista às condições extremas do planeta mais próximo do Sol. BepiColombo vai demorar sete anos para chegar a Mercúrio ESA Trata-se de uma missão espacial tão ambiciosa que 85% de sua tecnologia é inédita. O objetivo é chegar a Mercúrio, o planeta menos estudado do Sistema Solar. Segundo a Agência Espacial Europeia, entrar na atmosfera do planeta é como entrar em um forno de temperaturas extremas – elas vão de -173 ºC a 426 ºC. Na tarde do último sábado, foi lançada a missão BepiColombo, cujo nome homenageia Guiseppe "Bepi" Colombo (1920-1984), o matemático, engenheiro e físico italiano que dedicou grande parte de sua vida ao estudo de Mercúrio. Colombo trabalhou com a NASA (a agência espacial americana) em uma missão anterior ao planeta. A missão BepiColombo é um projeto das agências espaciais da Europa e do Japão com cooperação da Rússia e dos Estados Unidos. É a terceira enviada a Mercúrio. "Ir até Mercúrio é muito complicado; é preciso mais energia do que para ir até Plutão", afirma Mauro Casalo, chefe de desenvolvimento do setor científico da missão. Missão fará manobras ao redor de Venus para chegar a Mercúrio na velocidade correta ESA Será necessária uma complexa manobra de freios e sobrevoos a vários planetas para chegar à órbita de Mercúrio. Estudar o planeta a partir da Terra é muito difícil. "As observações a partir da Terra são quase impossíveis, porque Mercúrio está tão próximo do Sol que a estrela o oculta totalmente", explica Casale. A tecnologia que não existia Mais de 80 empresas de 12 países desenvolveram a tecnologia de ponta necessária para a missão. "Não existia a tecnologia para sobreviver às condições extremas de Mercúrio, especialmente para as temperaturas", explica Santa Martínez, coordenadora de processamento científico da BepiColombo. E não são apenas as temperaturas que são extremas. "A radiação solar no planeta tem dez vezes a intensidade da radiação solar que temos na Terra", diz Martínez. "As radiações infravermelha e ultravioleta também são muito elevadas e há ventos solares que podem chegar a 400 km por segundo." Camadas de isolamento térmido são aplicadas à mão ESA A nova tecnologia inclui os painéis solares dos três componentes da missão, dos satélites e orbitadores e um módulo de transferência que usa propulsão elétrica para impulsioná-los. "O painel solar do orbitador europeu tem uma mistura de célular solares e refletores para que não esquente tanto", afirma Martínez. A pintura da antena também é especial, com o objetivo de conservar o calor branco para uma máxima reflexividade, e há condutores especiais que dissipam o calor. "Outra coisa que foi desenvolvida especialmente para a missão é uma manta de isolamento com muitas camadas, que em inglês se chama multilayered insulatio. Todas as partes do satélite são recobertas com esse tipo de material para haver isolamento térmico", afirma a cientista. Nove sobrevoos A viagem a Mercúrio demoraria seis meses se fosse feita sem escalas, mas a BepiColombo fará uma série de manobras e vai demorar 7 anos para chegar ao planeta. "Se fizéssemos um voo direto, chegaríamos tão rápido que não seríamos capazes de colocar os satélites em órbita ao redor do planeta", afirma Sara de la Fuente, coordenadora de planejamento científico e de operações da BepiColombo. "Primeiro, teremos uma órbita muito semelhante à da Terra, teremos que reduzi-la e desacelerar o satélite também, até chegar a uma velocidade de quase zero em relação ao planeta", explica. Missão tem três componentes: o módulo de transferência (esq.) usa propulsão elétrica para impulsionar os satélites e orbitadores (dir.) ESA As primeiras missões não chegaram tão perto quanto a BepiColombo deve chegar. A Mariner 10 passou por Mercúrio, mas não chegou a orbitá-lo. A Messenger foi lançada em 2004, chegou ao planeta em 2011 e o orbitou até 2015, quando, então, acabou seu combustível. O satélite ficou a uma distância de 15 mil km de Mercúrio. Já a BepiColombo deve conseguir explorar outras regiões do planeta a uma distância bem mais próxima: de 1,5 mil km. Para poder colocar os satélites em órbita, a missão vai precisar fazer manobras de sobrevoo usando as gravidades dos planetas. Serão nove sobrevoos: um da Terra, dois de Vênus e seis de Mercúrio. Missão recebeu nome do cientista italiano Giuseppe Colombo ESA Assim que estiver em órbita, o satélite vai se dedicar principalmente a estudar o entorno de Mercúrio e seu campo magnético. Já o satélite europeu vai se dedicar a estudar mais o planeta em si mesmo, a superfície e sua morfologia. Para Sara de la Fuente, essa é uma oportunidade "única porque vamos poder obter o que chamamos de medições de dois pontos, com ambos os satélites a diferentes distâncias". Mistérios Mercúrio é um dos planetas menos conhecidos do Sistema Solar. Os pesquisadores esperam que a BepiColombo ajude a decifrar alguns dos muitos mistérios em torno do planeta. "É um planeta muito peculiar. Como está muito perto do Sol, tem características que os outros planetas do Sistema Sola não têm", diz Casale. Assim como a Terra, Mercúrio tem um campo magnético, mas bem mais fraco Nasa "Ele tem, por exemplo, um campo magnético, como a Terra, que não existem Marte ou em Vênus. Isso significa que a estrutura interna do planeta tem características que se pensava não serem compatíveis com a proximidade com o Sol, porque precisa de um componente líquido que não achávamos que existia", afirma a cientista. O campo magnético de Mercúrio é muito pequeno, só 1% do da Terra, e é deslocado em relação ao centro do planeta, algo que não acontece no nosso planeta, segundo Casale. A missão Messenger detectou a presença de gelo nos polos de Mercúrio. Uma das tarefas de BepiColombo será confirmar esses depósitos e determinar sua quantidade e composição, além de descobrir se eles vêm de cometas ou se têm outra natureza. Encolhido "Há muitas outras características de Mercúrio que são muito especiais. É um planeta que encolheu, que perdeu parte do seu tamanho ao esfriar", afirma Casale. "Pense em um planeta em sua forma inicial como uma bola de fogo que pouco a pouco esfriou e perdeu parte de seu volume. É algo que ainda não entendemos bem." "Também detectamos uma quantidade de material volátil que parece ser incompatível com a proximidade de Mercúrio ao Sol. Isso parece indicar que o planeta se formou em um lugar muito mais longe do Sol e depois se movimentou de forma misteriosa ao local onde está atualmente. Tudo isso deve ser pesquisado." O estudo de Mercúrio é também a chave para entender a evolução do Sistema Solar e de seus planetas, incluindo a Terra. "E podemos extrapolar esse conhecimento para o que passa nos planetas fora do Sistema Solar, já que há muitos que estão a uma distância de seu sol muito parecida com a de Mercúrio e o Sol", afirma Casale. "O fato de que Mercúrio ter um campo magnético é fundamental para procurar por planetas onde possa haver vida como a conhecemos, porque esse campo magnético é o único mecanismo que nos protege do vento solar." A missão tem um custo estimado de cerca de 1,65 bilhões de euros (R$ 7 bilhões) e vai ser concluída com a colisão dos módulos em Mercúrio em 2027 ou 2028.

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A rara e altamente mortal ameba que vive em lagos e come 'cérebro' humano


Meningoencefalite amebiana primária é letal em 97% dos casos; Espanha e Argentina tiveram registros neste ano. Meningoencefalite amebiana primária tem alto índice de letalidade Laboratory Identification of Parasites of Public Health Concern/Divulgação Casos recentes fizeram alguns países se depararem com uma infecção cerebral de nome difícil, ocorrência rara e alta letalidade: a meningoencefalite amebiana primária. No mês passado, um surfista morreu após contrair a infecção, decorrente de uma ameba (um tipo de organismo unicelular), em uma piscina de ondas no Texas, Estados Unidos. Na Argentina, este ano, um menino de oito anos contraiu a ameba e perdeu a vida depois de ter nadado em uma lagoa. Também no início deste ano, uma menina de dez anos sobreviveu à infecção do parasita após contraí-la em uma piscina municipal da Espanha - neste caso, uma rara ocasião em que a vítima resiste, já que 97% dos casos de meningoencefalite amebiana primária são letais. Afinal, do que se trata este mal de nome complicado? Por que a bactéria se alimenta de 'cérebros'? De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a ameba Naegleria fowleri é um microrganismo que vive em ambientes úmidos, como solos mais encharcados e fontes de água fresca, doce e morna - como rios e lagoas. Em casos de menor incidência, esses microrganismos podem ser encontrados também em piscinas com tratamento de cloro inadequado ou na água de torneira aquecida. Segundo o CDC, a presença dessa ameba em ambientes aquáticos doces é comum, mas as infecções são raras - não há ainda métodos e métricas satisfatórias para quantificar a incidência da meningoencefalite amebiana primária no material líquido e a ligação disso com a contaminação em humanos. Quando ocorre, a infecção se dá com a entrada da água contaminada no corpo pelo nariz. É desta forma que o parasita chega ao cérebro e ataca o tecido cerebral. Daí o nome pelo qual esse organismo é conhecido: "a ameba que come cérebros". A alimentação basal delas, porém, conta com bactérias encontradas nos sedimentos de regiões alagadas. lago Pixabay Temperaturas quentes favorecem o desenvolvimento do microrganismo: por isso, a maioria dos casos ocorre no verão. Os sintomas iniciais se parecem com os de uma meningite bacteriana, como dor de cabeça, febre e náusea; com a piora, podem surgir torcicolo, perda de equilíbrio e convulsões. Segundo o CDC, estão descartadas infecções por meio da ingestão pela boca de água contaminada ou do contato entre pessoas. Existe tratamento? Felizmente, trata-se de uma infecção rara. De acordo com o CDC, apenas 143 pessoas contraíram essa infecção nos Estados Unidos entre 1962 e 2017. No entanto, somente quatro sobreviveram. "Houve 34 registros de infecções nos Estados Unidos nos 10 anos entre 2008 e 2017, apesar das milhões de exposições à àgua em atividades recreacionais a cada ano. Como comparação, nos 10 anos entre 2011 e 2010, houve mais de 34 mil mortes por afogamento no país", diz o site do órgão. No Brasil, estudos da década de 80 indicaram registros de cinco casos da infecção no país. Mas, segundo o parasitologista Danilo Ciccone Miguel, os dados disponíveis não permitem afirmar com convicção que eles foram decorrentes da Naegleria fowleri. Apenas um destes casos foi submetido a uma análise mais precisa. "O caso descrito e confirmado por métodos imunológicos para detectar a presença da ameba em cortes de cérebro foi de um paciente no Rio de Janeiro e realizado post-mortem. Não há artigo para este relato, apenas uma descrição do caso foi publicada em uma conferência no Colorado, Estados Unidos, em 1983", escreveu à BBC News Brasil por e-mail Miguel, professor e pesquisador do Instituto de Biologia da Unicamp. "A demora no diagnóstico aliada à rápida evolução da doença tornam a confirmação da etiologia (o estudo das causas) bastante complicada. Logo, acredita-se na subnotificação de casos não só no Brasil, como no mundo todo". O pesquisador brasileiro conta ainda que, no país, amostras coletadas em piscinas e lagos artificiais em locais como Porto Alegre e Rio de Janeiro já detectaram a presença de diferentes amebas que podem causar outras doenças no homem. É o caso das acantamebas, que podem gerar ceratite (inflamação da córnea), encefalite (levando à inflamação e inchaço do cérebro) e infecções na pele. "Contudo, sem dúvida, a espécie Entamoeba histolytica é a mais comum no Brasil e no mundo. É responsável por causar amebíase intestinal e extra-intestinal no homem", explica o pesquisador, lembrando que a amebíase também pode ser fatal. Rituais acendem alerta em países como o Paquistão Para tratar a meningoencefalite amebiana primária, costuma-se usar uma droga antiparasitária chamada miltefosina. Em 2013, essa medicação salvou duas vidas. Neste ano, a menina de dez anos que sobreviveu à ameba na Espanha também foi tratada com antiparasitários, já que antibióticos não funcionam nesses casos. Por aspectos culturais, a infecção exige uma maior atenção em países como o Paquistão, em que rituais de ablução (purificação na água) aumentam a probabilidade do contato do nariz com a água contaminada. Quando se trata da prevenção, o recomendado é que se mantenha a água distante do nariz ao nadar e mergulhar em água doce, seja cobrindo o nariz com a mão, deixando-os fora da água ou usando itens para cobrir os orifícios.

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Morre aos 90 anos o Nobel de Química Osamu Shimomura


Químico e biólogo marinho japonês morreu na cidade de Nagasaki. Em 2008, ele foi premiado por descobrir e desenvolver proteína verde fluorescente. Osamu Shimomura em foto de dezembro de 2008 AP Foto O químico e biólogo marinho japonês Osamu Shimomura, agraciado em 2008 com o Prêmio Nobel de Química pela descoberta e desenvolvimento da proteína verde fluorescente (GFP), morreu aos 90 anos, informou nesta segunda-feira (22) a imprensa local. Shimomura, que ganhou o prêmio junto com os americanos Martin Chalfie e Roger Tsien, morreu na cidade de Nagasaki, no sudoeste de Japão, no dia 19 de outubro, segundo o jornal Asahi. O japonês foi a primeira pessoa que em 1962 isolou e descreveu a proteína verde fluorescente de um exemplar de gelatina cristal (Aequorea victoria), uma medusa bioluminiscente. A descoberta permitiu criar uma ferramenta que os pesquisadores usam para rastrear o movimento de moléculas dentro de uma célula. Filho de um capitão do exército imperial japonês, Shimomura nasceu em 27 de agosto de 1928 na cidade de Fukuchiyama (centro), embora tenha sido educado na antiga Manchúria (nordeste da China), Osaka e Nagasaki, onde trabalhava em uma fábrica de munição quando a segunda bomba nuclear foi lançada pelos EUA no dia 9 de agosto de 1945. Em 1951 se graduou na Escola de Farmácia de Nagasaki como o primeiro da sua turma. Quatro anos depois entrou para fazer parte como estudante pesquisador na Universidade de Nagoya (centro), onde seguiu sendo professor associado de Química até sua morte. Em 1960 embarcou em uma viagem aos Estados Unidos que lhe levaria junto com sua mulher, Akemi Okubo (também química orgânica e companheira das suas pesquisas), à Universidade de Princeton e a sua revolucionária descoberta. Após receber o Nobel, Shimomura continuou com sua pesquisa em sua residência nos EUA, mas nos últimos tempos tinha voltado a Nagasaki para se recuperar depois que sua saúde piorou no ano passado, segundo informou a emissora pública "NHK".

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Rotina de beleza sul-coreana transforma cosméticos do país em febre mundial


O 'limpar, tonificar e hidratar' comum em muitos países chega a ter 12 passos na Coreia do Sul. Onda do K-beauty vai além dos produtos de cuidado com a pele e inclui a maquiagem natural. Tendência sul-coreana, K-beauty faz sucesso entre adolescentes e jovens do mundo todo BBC Depois do sucesso do K-pop, a Coreia do Sul lança outra febre entre os adolescentes (e adultos), o K-beauty. Jovens de países da Europa, dos Estados Unidos e também do Brasil agora não apenas acompanham as novidades da música ou os seriados sul-coreanos. Eles querem se vestir e se maquiar como os ídolos e copiar suas rotinas de beleza. Os produtos para cuidar da pele e a maquiagem, geralmente focada em uma aparência mais natural, fazem cada vez mais sucesso entre consumidores do mundo inteiro e já entraram no radar das gigantes de cosméticos. Há cerca de um ano e meio, as tendências de beleza coreanas têm cada vez mais sido incorporadas por marcas conhecidas. Em 2017, o setor de beleza da Coreia do Sul movimentou cerca de US$ 13 bilhões - aproximadamente R$ 48 bilhões - , de acordo com a empresa de pesquisas em varejo Mintel. O sucesso dos comésticos sul-coreanos se deve em parte ao fato de serem inovadores, diz a editora de beleza do site de Marie Claire no Reino Unido, Katie Thomas. A indústria de beleza do país está geralmente 10 ou 12 anos à frente do resto do mundo, ela afirma. Para Thomas, o K-beauty é mais que uma modinha. "Não é uma novidade, nós na verdade estamos correndo atrás deles, graças ao Instagram e dos blogs de beleza." Cuidado com a pele em primeiro lugar Os sul-coreanos levam os cuidados com a pele muito a sério. "Isso está de certa forma arraigado à cultura, de que é preciso cuidar da pele desde muito cedo", diz Thomas. Ela explica que a mentalidade sul-coreana é a de procurar ter uma pele saudável, que precise o mínimo possível de cobertura - de base ou de produtos para esconder manchas, por exemplo. Muita gente está acostumada à tradicional rotina de cuidado com a pele em três etapas: limpar, tonificar e hidratar. Na Coreia do Sul, porém, esse processo chega a ter de 7 a 12 passos, sempre com foco em produtos à base de ingredientes naturais com grande capacidade de hidratação. "Algumas pessoas podem achar que é demais, mas o fato é que, em cada uma dessas etapas, se está nutrindo a pele com esses ingredientes de excelente qualidade", pondera Thomas. O país realiza volume muito maior de pesquisas em novos produtos do que a média, ela acrescenta, porque existe um número expressivo de empresas no mercado competindo para estarem entre as preferências dos consumidores. "A indústria de beleza coreana não tem medo de arriscar e testar novos ingredientes, alguns únicos, que nunca seriam cogitados por empresas europeias ou americanas", diz Karen Hong, fundadora do K Beauty Bar, uma loja virtual que reúne produtos de diversas marcas e que conta com quiosques em duas lojas Topshop no Reino Unido, uma em Londres e outra em Manchester. Entre os "ingredientes únicos", Hong cita a mucina de caracol (a substância viscosa que o molusco produz para se locomover), usada em hidratantes, chá verde para controle da oleosidade, o uso de pérolas em iluminadores e própolis de abelha para nutrir e deixar a pele mais macia. K Beauty Bar, loja virtual que reúne produtos sul-coreanos de diversas marcas e que conta com dois quiosques no Reino Unido BBC Papel das redes sociais Nos Estados Unidos, 13% das adolescentes entre 10 e 17 anos têm interesse em experimentar produtos K-beauty, e 18% das jovens entre 18 e 22 já usaram cosméticos ou maquiagem sul-coreanos. Para o analista de mercado de beleza da Mintel, Andrew McDougall, as tendências que saem da Coreia do Sul ganharam popularidade graças a "estratégias de marketing digital inteligentes" nas redes sociais, que acabam capturando o interesse de influenciadores e jornalistas em diversas partes do mundo. As embalagens "divertidas", ao lado dos tutoriais e avaliações de produtos no Instagram e no YouTube, chamam atenção dos consumidores, ele avalia. "São compradores mais bem informados, que pesquisam bastante, e são os influenciadores digitais que geralmente os apresentam ao K-beauty", diz McDougall. "Aquela coisa divertida do K-pop, com uma abordagem bem-humorada, é muito presente na indústria. E funciona bem. As pessoas compram também porque gostam da embalagem - coisas que elas podem fotografar na prateleira do banheiro", concorda Katie Thomas. No Reino Unidos, alguns produtos podem ser encontrados em lojas como Topshop e TKMaxx, mas a maioria dos cosméticos e maquiagem só está disponível em lojas online. No Brasil, também é no varejo virtual que as consumidoras encontram as principais marcas, ainda que os produtos tenham cada vez mais chegado a lojas físicas e que marcas brasileiras venham incorporando as tendências do K-beauty a seus lançamentos. O e-commerce YesStyle, sediado em Hong Kong, oferece mais de 150 marcas de beleza sul-coreanas e é uma das empresas que está lucrando com a nova tendência. Ela calcula que, só neste ano, a divisão de K-beauty deve lhe render US$ 25 milhões em faturamento. Seu fundador, Joshua Lau, acredita o sucesso do site se deve às avaliações feitas por consumidores, que dariam a outros potenciais compradores segurança para se aventurarem em um produto novo. O editor de beleza do e-commerce, Romy Rose Reyes, diz que os consumidores de países ocidentais têm se interessado particularmente pela maquiagem natural batizada de "Chok Chok", em que a pele - além de parecer estar sem maquiagem - tem "uma aparência úmida e brilhante". Reyes e Hong, do K Beauty Bar, dizem que o aspecto "natural" e "jovem" estão na moda, enquanto o matte (com efeito opaco) que ganhou adeptos na Europa e Estados Unidos - e que ainda faz muito sucesso no Brasil - já estaria "out". Assim, a tendência agora seriam os tons mais naturais nos lábios, as bases mais leves - as cushion (que armazenam a base líquida por trás de uma enponja) e os BB e CC creams - e as máscaras faciais usadas para reparar uma série de danos à pele. Produtos de inspiração 'K-beauty' As marcas ocidentais também tentam tirar proveito da febre do K-beauty. "Nós temos visto algumas empresas incorporarem algumas das etapas de cuidado com a pele à sua plataforma de produtos", diz Katie Thomas, da Marie Claire. "A Yves Saint Laurent, por exemplo, lançou uma base e um blush. Uma marca conhecida acaba sendo um caminho mais fácil para alguns consumidores para experimentarem o K-beauty." A brasileira Boticário, por sua vez, tem bases cushion disponíveis em linhas de três marcas diferentes - Eudora, Quem Disse, Berenice? e Boticário. Na Coreia do Sul, o K-beauty vai muito além das consumidoras e tem um público masculino fiel. "Na Coreia, a relação dos homens com o cuidado com a pela e com a maquiagem é diferente - eles não têm medo de se expressar se se sentirem bem e confortáveis com o que estão usando, especialmente as novas gerações. Mas essa não é uma tendência que chegou a reverberar nos países ocidentais", diz Hong. "Os homens desses países têm se tornado cada vez mais consumidores de produtos de beleza e cuidado pessoal, mas a diferença (quando comparados aos coreanos) ainda é grande", concorda Andrew McDougall. Ele destaca o caso recente da Chanel, que lançou uma linha de maquiagem para homens, chamada "Boy de Chanel", primeiramente na Coreia do Sul, e não na França, onde está sediada.

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A estudante que descobriu por acidente um metal extremamente raro na Terra 


O reidite é mais raro do que ouro e diamante. Ele só se forma em rochas que sofrem uma grande pressão, criada pelo impacto de materiais vindos do espaço. Morgan Cox descobriu o mineral reidite em uma cratera da Austrália - até hoje, o mineral só foi encontrado em seis lugares na Terra Aaron Cavosie/Universidade de Curtin Morgan Cox, estudante da Escola de Geologia e Ciências Planetárias da Universidade de Curtin, na Austrália, descobriu um mineral muito estranho dentro de uma cratera no oeste australiano. O mineral, chamado reidite, é mais raro que ouro e diamante. Ele só se forma em rochas que sofrem uma grande pressão, criada pelo impacto de materiais vindos do espaço. O reidite começa a ser formado como um mineral comum, o zircão, e muda após a pressão gerada pelo impacto das rochas espaciais. Só foi encontrado em seis crateras na Terra, explica a universidade em seu site. Essa é a primeira vez que este raríssimo mineral é encontrado na Austrália. O descobrimento do reidite na Austrália ocorreu quando Morgan Cox sugeriu reexaminar amostras retiradas da cratera Woodleigh, na Austrália, há 17 anos. "Quando voltamos a estudar essas rochas, dispunhamos de ferramentas melhores do que há vinte anos. Assim, encontramos partículas microscópicas do reidite", assinalou Aaron Cavosie, supervisor da pesquisa da universidade. "Isto nos deu um indício da enorme pressão que sofreram essas rochas quando ocorreu o impacto." "Esta é uma grande história, porque Morgan Cox não é uma pesquisadora graduada, mas uma estudante conduzindo um projeto especial", afirmou Aaron Cavosie. O especialista explicou que ninguém procura reidite. Sempre que o mineral é encontrado "é quase por acaso". "Morgan termina seu projeto conosco este ano e quer fazer um doutorado em Ciências Planetárias. Não posso imaginar um começo melhor para sua carreira", disse.

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Governo francês abre inquérito sobre bebês nascidos sem braços

'Não podemos nos contentar em dizer que não encontramos as causas, é insuportável', afirmou a Ministra da Saúde, Agnès Buzyn. O governo francês decidiu iniciar uma nova investigação sobre os bebês nascidos sem braços em várias regiões do país, declarou a ministra da Saúde, Agnès Buzyn, neste domingo (21). Os nascimentos foram registrados de forma agrupada, em perímetros reduzidos, nas regiões de Ain (com sete nascimentos entre 2009 e 2014), Loire-Atlântico (oeste, três nascimentos entre 2007 e 2008) Bretanha (oeste, quatro bebês entre 2011 e 2013); gerando preocupações nas áreas afetadas. Junto com o ministro da Transição Ecológica, François Rugy, "decidimos relançar uma investigação" para ter "visões cruzadas" de médicos e especialistas em meio ambiente, declarou Buzyn na transmissão do "Grand Jury", organizada pela RTL, Le Figaro e LCI. "Não podemos nos contentar em dizer que não encontramos as causas, é insuportável", acrescentou a ministra. Na primeira investigação, a agencia sanitária Santé publique France concluiu, no início de Outubro, que o números de casos em Ain não era estatisticamente superior à média nacional. Por outro lado, há um excesso de casos em Loire-Atlântico e Bretanha, sem explicação. Segundo Buzyn, na França existem "entre 80 e 100 nascidos por ano com malformação de membros". As causas podem ser genéticas, estarem ligadas a limitações físicas ou devido à presença de substancias tóxicas na alimentação, no meio ambiente e até mesmo em medicamentos, como foi o caso da talidomida.

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