Notícias de Saúde

Pesquisa da USP mostra que árvores crescem menos em regiões mais poluídas


Metais pesados como chumbo e manganês contaminam o solo, onde árvores se alimentam. Poluição afeta a saúde das árvores Uma pesquisa do Instituto de Biociências da USP concluiu que a poluição da cidade de São Paulo prejudica também a saúde das árvores. Metais pesados como chumbo e manganês, presentes nas partículas emitidas pelos veículos, contaminam o solo onde as árvores se alimentam. Essas partículas também recobrem as folhas e prejudicam o metabolismo das plantas. Para a pesquisa, foram colhidas amostras de dois grupos de árvores, um grupo localizado bem perto de vias de tráfego intenso e outro mais longe, menos exposto à poluição. "Quando a gente comprara plantas crescendo próximo a grandes fontes de poluição, a gente vê que elas crescem até 37% a menos do que em regiões com menor poluição", concluiu o pesquisador Giuliano Maselli Locosselli. As 41 árvores estudadas eram todas tipuanas adultas, uma espécie originária da Bolívia e muito usada em projetos de urbanização em São Paulo, no século passado. Mas, o resultado da pesquisa indica perigo para todas as espécies. Os cientistas indicam que uma forma de contornar o problema é plantar mais tipuanas para compensar a retenção de poluição pelo aumento no número de árvores, e também plantar árvores mais resistentes à poluição em áreas urbanas. Pesquisa da USP mostra que árvores crescem menos em regiões mais poluídas Reprodução/TV Globo

Ver Notícia Completa

Morre Jerry Cobb, primeira mulher candidata a astronauta aprovada pela NASA


Apesar de selecionada, ela acabou nunca realizando seu grande sonho. 'Eu daria a minha vida para voar no espaço, eu realmente daria', disse, em sua última tentativa de participar de uma missão, aos 67 anos. Jerry Cobb se prepara para operar o Multi-Axis Space Test Inertia Facility (MASTIF) no Centro de Pesquisas Lewis, em Ohio, durante treinamento para astronautas da NASA, em 1960 NASA via AP A primeira candidata a astronauta na América, a piloto Jerry Cobb, que pressionou pela igualdade no espaço, mas nunca chegou até ele, morreu. Cobb morreu na Flórida aos 88 anos em 18 de março, após uma breve doença. A notícia da sua morte só foi divulgada na última quinta-feira (18) pelo jornalista Miles O’Brien, servindo como porta-voz de sua família. Em 1961, Cobb se tornou a primeira mulher a passar no teste de astronautas. Ao todo, 13 mulheres passaram no árduo teste físico e ficaram conhecidas como Mercury 13. Mas a NASA já tinha seus astronautas Mercury 7, todos pilotos de testes de jatos e todos militares. Nenhuma das Mercury 13 chegou ao espaço, apesar do testemunho de Cobb em 1962 perante um painel do Congresso. "Buscamos, apenas, um lugar no futuro espacial de nossa nação sem discriminação", disse ela a um subcomitê especial da Câmara sobre a seleção de astronautas. Em vez de fazer dela uma astronauta, a NASA a chamou como consultora para falar sobre o programa espacial. Ela foi dispensada uma semana depois de comentar: "Sou a consultora mais não consultada de qualquer agência governamental". Jerry Cobb com modelos de foguetes em uma conferência em Tulsa, Oklahoma, em 26 de maio de 1961 AP Photo/William P. Straeter Ela escreveu em sua autobiografia de 1997 “Jerrie Cobb, Solo Pilot”, “Meu país, minha cultura, não estava pronto para permitir que uma mulher voasse no espaço”. Cobb serviu por décadas como piloto de ajuda humanitária na selva amazônica. "Ela deveria ter ido ao espaço, mas transformou sua vida em um serviço de bondade", tuitou Ellen Stofan, diretora do Museu Nacional do Ar e do Espaço do Smithsonian Institution e ex-cientista da Nasa. A União Soviética acabou por colocar a primeira mulher no espaço em 1963: Valentina Tereshkova. A NASA não enviou uma mulher ao espaço - Sally Ride - até 1983. Cobb e outras membros sobreviventes do Mercury 13 participaram do lançamento do ônibus espacial de 1995 de Eileen Collins, a primeira piloto espacial da NASA e, mais tarde, sua primeira comandante espacial feminina. “Jerrie Cobb serviu de inspiração para muitos de nossos membros em sua quebra de recordes, seu desejo de ir para o espaço e simplesmente de provar que as mulheres podiam fazer o que os homens podiam fazer”, disse Laura Ohrenberg, gerente da sede em Oklahoma City do Ninety -Nines Inc., uma organização internacional de mulheres licenciadas pilotos. Ainda esperançosa, a Cobb ressurgiu em 1998 para tentar outra vez ir ao espaço, quando a Nasa se preparava para lançar o astronauta da Mercury, John Glenn - o primeiro americano a orbitar o mundo – na Discovery, aos 77 anos. Cobb alegava que o estudo espacial geriátrico também deveria incluir uma mulher mais velha. "Eu daria a minha vida para voar no espaço, eu realmente daria", disse Cobb à Associated Press, aos 67 anos, em 1998. "É difícil para mim falar sobre isso, mas eu o faria. Eu daria naquela época e eu daria agora”. Jerry Cobb observa réplica da cápsula que levou Alan Shepard ao espaço em uma conferência em Tulsa, Oklahoma, em 26 de maio de 1961 AP Photo/William P. Straeter "Só não deu certo antes, e agora eu espero e rezo", acrescentou. Mas não funcionou. A NASA nunca enviou outra pessoa idosa ao espaço, homem ou mulher. Geraldyn Cobb nasceu em 5 de março de 1931, em Norman, Oklahoma, a segunda filha de um piloto militar e sua esposa. Ela voou no cockpit do avião de seu pai aos 12 anos e obteve sua licença de piloto privado quatro anos depois. A história das Mercury 13 é contada em um documentário recente da Netflix e uma peça baseada na vida de Cobb. "Eles prometeram a ela a lua", está atualmente em cartaz em San Diego. Em sua autobiografia, Cobb descreveu como ela dançou nas asas de seu avião no luar amazônico, quando soube pelo rádio, em 20 de julho de 1969, que Neil Armstrong e Buzz Aldrin, da Apollo 11, haviam pousado na lua. Ela escreveu: “Sim, eu gostaria de estar na lua com meus colegas pilotos, explorando outro corpo celestial. Como eu adoraria ver o nosso lindo planeta azul Terra flutuando na escuridão do espaço. E ver as estrelas e galáxias em seu verdadeiro brilho, sem o filtro da nossa atmosfera. Mas eu estou feliz voando aqui no Amazonas, servindo meus irmãos. "Contenta, Señor, contenta." (Estou feliz, Senhor, feliz.)

Ver Notícia Completa

China estuda endurecer regras de experimentos genéticos em humanos e embriões, diz agência

Movimento é o primeiro do tipo desde que um cientista chinês anunciou que ter criado os primeiros bebês com genes modificados do mundo. A Câmara mais alta do Congresso chinês avaliará impor regras mais rígidas à pesquisa envolvendo genes e embriões humanos, primeiro movimento do tipo desde que um cientista chinês causou polêmica no ano passado ao anunciar que tinha criado os primeiros bebês com genes modificados do mundo. Cientistas chineses repudiam suposta edição genética de pesquisador local  He Jiankui, professor da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul, em Shenzen, foi criticado pela comunidade científica internacional ao afirmar que usou uma tecnologia conhecida como CRISPR-Cas9 para alterar os genes embrionários de duas gêmeas nascidas em novembro. Autoridades chinesas investigaram o trabalho de He e afirmaram que interromperam os experimentos que ele estava fazendo. Testes médicos e humanos  O projeto enviado ao Congresso neste sábado (20) propõe que os testes médicos e humanos sofram maior escrutínio e exigências mais rígidas, como assegurar que projetos sejam explicados apropriadamente, informou a agência de notícias estatal Xinhua.  As regras também requerem que todos os experimentos futuros sejam aprovados pelas autoridades administrativas, assim como por comitês éticos.  A agência não especificou um prazo para aprovação das novas regulações, nem citou especificamente o trabalho de He. Em vídeos postados na conferência de novembro de 2018 onde He fez sua polêmica apresentação, o cientista disse acreditar que o trabalho de edição de genes ajudará a proteger a meninas de serem infectadas com o HIV, o vírus que causa a Aids. Autoridades e instituições chinesas, assim como centenas de cientistas pelo mundo, condenaram o experimento e disseram que qualquer edição de genes em embriões humanos para propósitos reprodutivos contraria a lei e a ética médica na China. Entenda o que é o Crispr

Ver Notícia Completa

Como nasceram as embalagens de plástico e por que eliminá-las pode não ser tão ecológico assim


As embalagens ajudam a evitar o desperdício, mas muitas vezes são responsáveis por poluir o meio ambiente. A má fama das embalagens de plástico tem crescido nas últimas décadas. Mas a primeira versão comercialmente viável do material hoje popular, o celofane, foi concebida numa época em que não havia preocupação com a poluição nos aterros sanitários, nos oceanos ou na cadeia alimentar. Plástico ou papel: qual sacola é menos prejudicial ao meio ambiente? Tudo começou em 1904, em um sofisticado restaurante em Vosges, na França, quando um cliente idoso derramou vinho tinto sobre uma toalha de linho puro. Sentado em uma mesa próxima estava um químico suíço chamado Jacques Brandenberger, que trabalhava para uma empresa têxtil francesa. Um homem separa garrafas em um aterro de itens de plástico durante o Dia Mundial do Meio Ambiente em Chandigarh, na Índia. Ajay Verma/Reuters Enquanto observava o garçom trocar a toalha de mesa, ele se perguntou se poderia criar um tecido que pudesse ser limpo simplesmente com um pano. Ele tentou borrifar celulose em toalhas de mesa, mas o material não aderia à superfície e desprendia uma película transparente. Foi quando ele pensou: será que haveria mercado para essas lâminas transparentes? Quando começou a Primeira Guerra Mundial, ele encontrou um: lentes para máscaras de gás. Brandenberger chamou sua invenção de "celofane" e, em 1923, vendeu os direitos para a empresa DuPont na América. Seus primeiros usos incluíam embrulhos de chocolates, perfumes e flores. Problemas com o celofane Mas a DuPont tinha um problema. Alguns clientes estavam descontentes porque o celofane era impermeável, mas não resistente à umidade. Os doces ficavam grudados, as facas oxidavam e charutos secavam. A DuPont contratou, então, um químico de 27 anos, William Hale Charch, e o encarregou de encontrar uma solução. Em um ano, ele conseguiu: revestiu o celofane com camadas extremamente finas de nitrocelulose, cera, um plastificante e um reagente para misturas. As vendas dispararam. O momento era perfeito. Na década de 1930, os supermercados estavam mudando: os clientes não faziam mais fila para informar aos vendedores que tipo de alimento precisavam. Em vez disso, passaram a retirar os produtos nas prateleiras. Frequentadores não respeitam o meio ambiente e jogam plástico na praia. Patrícia Andrade/G1 A embalagem transparente foi um sucesso. E, como destaca Ai Hisano, pesquisador da Escola de Negócios da Universidade de Harvard, nos EUA, "teve um impacto significativo não apenas sobre como os consumidores compravam alimentos mas também sobre como eles entendiam a qualidade dos alimentos". O celofane permitia que os consumidores escolhessem os alimentos com base em sua aparência, sem sacrificar a higiene ou o frescor. Um estudo – financiado pela DuPont – mostrou que embrulhar os biscoitos em celofane incrementava as vendas em mais de 50%. E os varejistas recebiam conselhos semelhantes. "Ela compra carne com os olhos", dizia uma edição de 1938 da revista The Progressive Grocer. Carne perdendo a cor Na verdade, os açougues tiveram dificuldade para implementar o sistema self-service. O problema era que a carne, uma vez cortada, descoloriria rapidamente. Mas os estudos indicavam que a adoção do self-service poderia aumentar as vendas de carne em 30%. Diante deste incentivo, encontraram algumas soluções: iluminação cor de rosa, aditivos antioxidantes e, é claro, uma versão melhorada do celofane, que deixava passar apenas a quantidade certa de oxigênio. Em 1949, os anúncios publicitários da DuPont se gabavam da "nova maneira agradável" de comprar carne – "pré-cortada, pesada, precificada e embrulhada em celofane diretamente na loja". Mas o celofane logo ficaria fora de moda, superado por outros produtos, como o cloreto de polivinilideno, da Dow Química. Como seu antecessor, foi descoberto acidentalmente e usado pela primeira vez em conflitos – neste caso, para proteger de intempéries os aviões de combate na Segunda Guerra Mundial. E, assim como o celofane, demandou bastante pesquisa e desenvolvimento antes de poder ser usado em alimentos – originalmente era verde-escuro e cheirava mal. Uma vez que a Dow resolveu a questão, chegou ao mercado com o nome de Saran Wrap – mais conhecido hoje em dia como plástico filme. Após a descoberta de problemas de saúde associados ao cloreto de polivinilideno, o plástico filme passou a ser feito a partir de polietileno de baixa densidade, embora seja menos aderente. Ele também é usado para fazer as sacolas plásticas de supermercado que estão sendo banidas ao redor do mundo. O polietileno de alta densidade é o tipo de material usado em embalagens de leite. Os refrigerantes, por sua vez, são comercializados em garrafas de Polietileno Tereftalato (PET). E se você ainda não tiver se perdido, saiba que as embalagens plásticas são feitas cada vez mais de múltiplas camadas destas e de outras substâncias, como o polipropileno biaxialmente orientado ou o etileno e acetato de vinila. Os gurus das embalagens dizem que há uma razão para isso – materiais diferentes apresentam propriedades distintas, então múltiplas camadas podem oferecer o mesmo desempenho de uma embalagem mais fina – e, portanto, mais leve. Mas esses materiais compostos são mais difíceis de reciclar. Qual é a melhor embalagem? Não é fácil calcular o que é mais conveniente. Dependendo da quantidade de embalagens mais pesadas, que na prática são recicladas, você pode achar que a embalagem mais leve, não reciclável, na verdade, geram menos resíduos. E uma vez que você começa a analisar as embalagens plásticas, você se depara o tempo todo com paradoxos deste tipo. Algumas embalagens são um desperdício. Mas o que acontece, por exemplo, com os pepinos envoltos em plástico filme que se mantêm frescos por 14 dias em vez de três? O que é pior? 1,5g de plástico filme ou pepinos inteiros que apodrecem antes de ser comidos? A escolha, de repente, não é tão óbvia. As sacolas plásticas impedem que as bananas escureçam rápido ou que as batatas fiquem verdes; também evitam que as uvas caiam dos cachos. Há aproximadamente uma década, um supermercado do Reino Unido experimentou retirar todas as frutas e legumes da embalagem - e a taxa de desperdício de alimentos dobrou. E não se trata apenas da vida útil nas prateleiras – e o desperdício gerado antes de os alimentos chegarem ao supermercado? Outro estabelecimento, que havia sido criticado por colocar maçãs em bandejas envoltas em plástico, tentou vendê-las soltas em grandes caixas de papelão – mas muitas frutas foram danificadas durante o transporte e, no final, eles acabaram usando mais embalagem por maçã realmente vendida. De acordo com um relatório do governo do Reino Unido, apenas 3% dos alimentos são desperdiçados antes de chegar às lojas. Nos países em desenvolvimento, esse percentual pode ser de 50% – e essa diferença se deve em parte à forma como o alimento é embalado. Isso se torna mais importante à medida que cada vez mais gente vive nas cidades, longe de onde a comida é cultivada. Mesmo a temida sacola plástica de supermercado pode não ser tão vilã quanto parece. Se você comprou bolsas resistentes e reutilizáveis no supermercado, é provável que elas sejam feitas de não tecido de polipropileno – e são menos prejudiciais, mas somente se você usá-las pelo menos 52 vezes. Essa é a conclusão de um relatório do governo dinamarquês, que colocou na balança os variados impactos ambientais da produção e descarte de diferentes tipos de sacolas. E se a sua sacola reutilizável for de algodão orgânico, não se sinta orgulhoso - os pesquisadores estimaram que é necessário usá-la 20 mil vezes para justificar sua existência. Isso equivale a ir às compras todos os dias durante mais de meio século. O mercado pode ser uma maneira maravilhosa de indicar desejos populares. Na década de 1940, os consumidores americanos queriam carne convenientemente pré-cortada – e o que os economistas chamam de "mão invisível" do mercado proporcionou as tecnologias que tornaram isso possível. Mas nosso desejo para que haja menos desperdício pode não ter efeito no mercado, uma vez que a questão é complicada e nossas decisões de compra podem, sem querer, causar mais mal do que bem. Só conseguimos enviar essa mensagem por um caminho mais tortuoso, por meio de governos e organizações ambientais, e esperamos que eles – junto a iniciativas bem-intencionadas da indústria – elaborem algumas respostas sensatas. Parece claro que a solução não será deixar de usar embalagens – mas, sim, criar embalagens melhores, idealizadas em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, como aqueles que deram origem ao celofane resistente à umidade décadas atrás.

Ver Notícia Completa

6 mitos sobre o sono que prejudicam a nossa saúde


Dormir menos de 5 horas por dia é tido por alguns como algo saudável, mas pesquisadores dizem que pode causar doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames, além de uma menor expectativa de vida. Mitos amplamente aceitos sobre o sono estão prejudicando nossa saúde e nosso humor, além de encurtarem nossas vidas, dizem estudos. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Nova York vasculhou a internet para encontrar as recomendações mais comuns para uma boa noite de sono. Então, em um estudo publicado na revista Sleep Health, eles combinaram as recomendações com as melhores evidências científicas. Os pesquisadores esperam que a queda dos mitos do sono melhore a saúde e o bem-estar físico e mental das pessoas. Mas e você, é vítima de quantos deles? Sono dormir Unsplash Mito 1 – Você pode conviver com menos de cinco horas de sono por dia Este é um mito que simplesmente não desaparece. A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que pode sobreviver durante a semana com apenas quatro horas de sono por noite. Trocar horas na cama por um tempo extra no escritório não é incomum em histórias de negócios ou sucesso empresarial. No entanto, os pesquisadores afirmam que a crença de que menos de cinco horas de olhos fechados era saudável é um dos mitos mais prejudiciais à saúde. "Nós temos evidências extensas para mostrar que dormir cinco horas ou menos de forma constante aumenta muito o risco de graves consequências à saúde", diz a pesquisadora Rebecca Robbins. Isso inclui doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames, além de uma menor expectativa de vida. Em vez disso, ela recomenda que todos devem focar na duração de um sono consistente de sete a oito horas por noite. Mito 2 – Álcool antes de dormir melhora o sono A história da bebida relaxante é um mito, afirma a equipe, mesmo que seja um copo de vinho, um gole de uísque ou uma garrafa de cerveja. "Isso pode ajudá-lo a dormir, mas reduz drasticamente a qualidade do seu descanso naquela noite", garante Robbins. Isso perturba especialmente o estágio de sono REM (movimento rápido dos olhos, na sigla em inglês), que é importante para a memória e o aprendizado. Então, sim, você pode até ter dormido com mais facilidade, mas alguns dos benefícios do sono se perderam. O álcool também é um diurético, então você pode ter que lidar com uma bexiga cheia no meio da noite também. Mito 3 – Assistir à TV na cama ajuda você a relaxar Você já pensou "eu preciso relaxar antes de dormir, então vou assistir a um pouco de TV"? Bem, essa ideia pode ser bem ruim para o seu sono. Robbins argumenta: "Geralmente, quando estamos assistindo à televisão, ao noticiário noturno, isso é algo que vai causar insônia ou estresse antes de dormir, quando estamos tentando desligar e relaxar." Outro problema da TV – junto com smartphones e tablets – é que eles produzem luz azul, o que pode atrasar a produção do hormônio do sono, a melatonina. Mito 4 – Se você está lutando para dormir, fique na cama Você passou tanto tempo balançando a cabeça tentando contar todas as ovelhas da Nova Zelândia – são cerca de 28 milhões – tentando dormir. Não deu certo. Então, o que você deve fazer depois? A resposta não é continuar tentando. "Começamos a associar nossa cama à insônia", disse Robbins. "Uma pessoa com o sono saudável leva cerca de 15 minutos para adormecer, mas não muito mais do que isso... Certifique-se de sair da cama, mudar o ambiente e fazer algo que seja irracional." Dica: vá dobrar algumas meias. Mito 5 – Apertar o botão soneca Quem nunca apertou o botão "soneca" no celular, pensando que minutos extras na cama fariam toda a diferença? Mas a equipe de pesquisa diz que, quando o alarme dispara, devemos nos levantar. Robbins explica: "Perceba que você estará um pouco grogue – todos nós estaremos – mas resista à tentação de soneca." "Seu corpo vai voltar a dormir, mas será um sono muito leve e de baixa qualidade." Em vez disso, o conselho é abrir as cortinas e se expor à luz mais brilhante possível. Mito 6 – O ronco é sempre inofensivo O ronco pode ser inofensivo mas também pode ser um sinal da apneia do sono. Isso faz com que as paredes da garganta relaxem e se estreitem durante o sono, e pode parar por instantes a respiração das pessoas. As pessoas com essa condição têm maior probabilidade de desenvolver pressão alta, batimentos cardíacos irregulares e sofrer um ataque cardíaco ou um derrame. Um dos sinais de aviso é ronco alto. Robbins conclui: "O sono é uma das coisas mais importantes que todos podemos fazer nesta noite para melhorar nossa saúde, nosso humor, nosso bem-estar e nossa longevidade".

Ver Notícia Completa

Cinco técnicas que podem ajudar a aprimorar sua memória


Frustrado por esquecer as coisas? Existem alguns truques simples podem te ajudar a mudar isso, segundo a ciência. Cientistas estão investigando novas formas de manter nossa memória em forma. Startaê Team/Unsplash A maioria de nós gostaria de ter uma memória melhor. Se ao menos não chegássemos à loja, para comprar três coisas e nos lembrássemos só de duas. Se ao menos não subíssemos até o segundo andar, só para esquecer por que fomos lá. Se ao menos pudéssemos ler informações e memorizá-las facilmente, em vez de tudo desaparecer rapidamente de nossas mentes. Há muitas técnicas de memória testadas e confiáveis, algumas das quais existem há décadas. Mas o que os cientistas estão investigando agora? Mais estudos serão necessários antes que possamos ter certeza das melhores formas de colocar as pesquisas mais recentes em prática, mas o que elas podem nos dizer sobre como melhorar nossa memória? 1) Ande de costas Podemos pensar que tempo e espaço são coisas muito diferentes, mas, mesmo na forma como falamos, há mais pontos de encontro do que poderíamos imaginar. Nós deixamos acontecimentos "para trás". "Olhamos em frente" ao pensar no futuro. A maneira exata como fazemos isso varia de cultura para cultura, mas, no mundo ocidental, a maioria de nós pensa no futuro como um espaço a nossa frente enquanto o passado se estende para trás. Pesquisadores da Universidade de Roehampton decidiram explorar a ligação em nossas mentes entre tempo e espaço para encontrar uma maneira de ajudar a nos lembrar melhor dos acontecimentos. Eles mostraram às pessoas uma lista de palavras, um conjunto de fotos ou um vídeo em que uma mulher tem sua bolsa roubada. As pessoas foram instruídas a andar para frente ou para trás por dez metros em uma sala no tempo, de acordo com um metrônomo, um aparelho usado para marcar um andamento musical. Quando eles foram testados depois sobre o que lembravam do vídeo, das palavras e das imagens, em cada teste, quem caminhou para trás se lembrou mais. Funcionou até mesmo quando os participantes imaginaram andar para trás, ao invés de fazê-lo fisicamente. Era como se caminhar para trás no espaço encorajasse suas mentes a voltar no tempo e permitisse que as pessoas acessassem suas memórias mais facilmente. Esta pesquisa de 2018 se encaixa com alguns estudos feitos com ratos em 2006. Quando os animais tentam navegar um labirinto, alguns neurônios específicos são ativados quando eles aprendem um ponto do caminho. Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriram que, quando os ratos param no labirinto, os neurônios associados a cada local que aprenderam no trajeto disparam em ordem inversa. Então, fazer o caminho inverso em suas mentes os ajuda a se lembrar da rota correta. E, agora, uma nova pesquisa da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, mostrou que quando nós, seres humanos, lembramos de um evento passado, reconstruímos a experiência em nossa mente em ordem inversa. Quando vemos pela primeira vez um objeto, notamos primeiro os padrões e as cores e depois descobrimos o que é. Quando tentamos nos lembrar de um objeto, acontece o contrário: nos lembramos do objeto primeiro e, depois, se tivermos sorte, dos detalhes. 2) Faça um desenho Que tal desenhar sua lista de compras em vez de escrever os itens? Em uma pesquisa feita na Universidade de Waterloo, na Inglaterra, em 2018, um grupo de jovens e idosos recebeu uma lista de palavras para aprender. Metade foi convidada a fazer um desenho de cada uma das palavras, enquanto a outra metade foi instruída a escrever as palavras enquanto as aprendiam. Mais tarde, as pessoas foram testadas para ver de quantas palavras conseguiam se lembrar. Apesar de algumas palavras serem muito difíceis de desenhar, como "isótopo", o ato de desenhar fez tanta diferença que os mais velhos se tornaram tão bons quanto os mais jovens em se recordar das palavras. O desenho ajudou até mesmo pessoas com demência. Quando desenhamos algo, somos forçados a pensar em mais detalhes, e é esse processo profundo que nos torna mais propensos a nos lembrar de algo. Até mesmo escrever uma lista ajuda, e é por isso que, quando você chega à loja e percebe que deixou sua lista de compras em casa, ainda é possível se lembrar de mais itens do que se você não tivesse escrito a lista. Fazer um desenho leva isso um passo além. E não há problema se você não tiver um bom traço: a qualidade do desenho não fez diferença. 3) Exercite-se Sabe-se há algum tempo que exercícios aeróbicos, como corrida, podem melhorar a memória. O exercício físico regular gera um pequeno benefício geral, mas, se você quiser aprender algo específico, uma sessão intensa parece ser a ideal, porque ajuda a absorver novas informações, ao menos no curto prazo, segundo uma pesquisa de cientistas do Canadá e da Dinamarca. A pesquisa sugere que, com o timing certo, a melhoria de memória pode ser ainda maior. Pessoas que fizeram um treino de 35 minutos quatro horas depois de aprender uma lista de fotos associadas a locais conseguiu se lembrar melhor dos pares do que aqueles que fizeram o exercício imediatamente após. No futuro, os pesquisadores investigarão quais exercícios são mais indicados de acordo com o tipo de coisa de que você quer se lembrar. 4) Não faça nada Quando as pessoas que tinham amnésia por causa de um derrame receberam uma lista de 15 palavras para memorizar e depois tiveram de fazer outra tarefa, dez minutos depois, elas só conseguiam lembrar de 14% da lista original. Se ficassem em uma sala escura fazendo nada por 15 minutos, sua pontuação subia para 49%, mostrou um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos. A mesma técnica tem sido usada desde então em várias pesquisas por Michaela Dewar, da Universidade Herriot Watt, na Escócia. Ela descobriu que, em pessoas saudáveis, uma pequena pausa logo depois de aprender alguma coisa faz diferença no quanto elas podem se lembrar daquilo uma semana depois. Agora, você pode estar pensando: como saber se as pessoas não passaram dez minutos na sala escura repetindo as palavras para si mesmas para que não se esquecessem? Para evitar isso, Dewar pediu que as pessoas memorizassem a pronúncia de palavras em uma língua estrangeira que elas não conseguiriam repetir para si mesmas depois. Se andar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa parece difícil, que tal tirar uma soneca? Esses estudos nos mostram o quão frágeis são as novas memórias, a ponto de até mesmo uma pequena pausa poder fazer diferença se elas ficam na nossa mente ou desaparecem. 5) Tire uma soneca Se caminhar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa parece ser muito difícil, que tal tirar uma soneca rápida? O sono ajuda a consolidar nossas memórias ao reproduzir ou reativar informações que acabamos de aprender. Uma pesquisa da Universidade de Oldemburgo, na Alemanha, descobriram que, quando pessoas recebiam pares de palavras para memorizar, elas podiam se lembrar mais depois de um sono de até 90 minutos em comparação com quem assistiu a um filme. Mas pesquisas recentes sugerem que essa técnica funciona melhor para pessoas que estão acostumadas a tirar um cochilo à tarde. Isso levou Elizabeth McDevitt e sua equipe da Universidade da Califórnia a se perguntarem se era possível treinar pessoas para tirar uma soneca. Então, por quatro semanas, quem não tinha esse hábito foi para a cama para tirar uma soneca diurna quando podiam. Infelizmente, para essas pessoas, as sonecas não melhoraram suas memórias. Então, talvez seja necessário um período de treinamento mais longo ou haja algumas pessoas para quem é melhor andar para trás, desenhar, correr ou simplesmente não fazer nada.

Ver Notícia Completa